Cooperativa médica: entenda o que é e como fazer parte
Por meio da junção de profissionais da saúde, a cooperativa médica faz parte de um conjunto de possibilidades de cuidados com o bem-estar das pessoas.
O cuidado com a saúde da população cresce cada vez mais e busca implementar novas modalidades de atendimento para os pacientes. No Brasil, uma das opções é a cooperativa médica, que surgiu com o nascimento da União dos Médicos (Unimed).
Por meio da junção de profissionais da saúde, a cooperativa médica faz parte de um conjunto de possibilidades de cuidados com o bem-estar das pessoas, como os planos de saúde, autogestão e até mesmo o SUS.
Para você que não conhece bem sobre essa modalidade em específico e quer saber mais sobre ela, continue aqui e acompanhe! Boa leitura.
O que é uma cooperativa médica?
Como o próprio nome mostra, uma cooperativa médica diz respeito à junção de profissionais da área de medicina, que decidiram trabalhar em união para atender à população. Esse é um sistema em que compete com planos de saúde ou consultas particulares e que cada vez mais se torna comum no Brasil.
A principal característica desse modelo é que uma equipe médica (ou apenas um médico) é a dona do negócio e que não precisa intermediar prestadoras de serviços para oferecer o seu trabalho ao público em geral.
Mas é preciso ressaltar que o cooperativismo, quando duas ou mais pessoas decidem atuar juntas no mercado, possui um órgão responsável e que dá autorização ou não para funcionar. A Lei 5.764/1971 permite que a modalidade médica de cooperação atue no país e que algumas regras sejam seguidas.
Como funciona uma cooperativa de saúde?
Para que a cooperativa médica esteja de acordo com a Lei e não infrinja nenhuma norma instituída pelo Governo é importante que ela, em primeiro lugar, estabeleça que são sociedade de pessoas, que possuem natureza jurídica própria e que foram destinadas para realizar serviços para o público.
Para que opere regularmente é importante que a adesão seja voluntária, sem que os associados se sintam pressionados a ter alguma relação com a cooperativa, além de que não haja nenhum tipo de vínculo empregatício entre o médico da cooperação e associado.
Em relação a custos, grande maioria dos médicos que trabalham nessa modalidade exigem que as pessoas façam um pré-pagamento referente ao valor do atendimento e que ainda haja uma adição de custo operacional referente à consulta que foi realizada.
Um exemplo prático: o associado paga R$60,00 por mês como mensalidade. Quando ele realmente busca uma consulta, ele precisa entregar uma quantia na hora de R$5,00 sobre o custo operacional do profissional disponível no dia.
Quais são os diferenciais das cooperativas?
Existem diferenciais que colocam o modelo de cooperativa médica à frente de outras modalidades. É importante destacar que cada formato de atendimento possui as suas vantagens, mas que essa possui alguns tópicos peculiares.
Por isso, separamos aqui as três principais vantagens de investir na atuação com esse formato:
Não decreta falência
Como uma cooperativa médica é uma sociedade simples, segundo a Lei de Cooperativas, esse tipo de modalidade de atendimento não pode decretar falência no mercado. O que acontece é que os profissionais de medicina decretam a perda de condições para trabalho e assim fecham essa associação.
Com isso, os bens pertencentes aos médicos cooperados não precisam ser levantados e não há a necessidade de pagar dívidas algo do tipo. É importante destacar que esse é um benefício que vale para os profissionais que decidem trabalhar nesse regime.
Preços mais acessíveis
Porém, existem outros benefícios que atingem não somente os médicos, como também os pacientes. As cooperativas, por não pagarem as taxas abusivas que muitos planos de saúde cobram, podem oferecer um pacote mais acessível e lucrar em cima disso, já que não são tantos encargo e ainda tem o adicional do custo operacional.
Os pacientes também enxergam uma vantagem nisso, pois grande parte das vezes, os planos de saúde ou consultas particulares únicas são mais que o triplo do valor de uma cooperativa médica.
Escolha de profissionais
Por fim, a escolha de profissionais a dedo para participarem da cooperativa, além da opção de que os associados possam agendar com o profissional que querem ser atendidos, é outra grande vantagem que essa modalidade oferece no mercado.
Muitas vezes pacientes chegam a um consultório e querem ser atendidos por determinado médico e não conseguem. Além disso, a cooperativa não é obrigada a aceitar profissionais que não são tão bons só porque possuem vínculo com um plano de saúde.
Como fazer parte de uma cooperativa médica?
Para fazer parte de uma cooperativa médica é necessário estar de acordo com as normas da Lei de Cooperativas. Questões como abertura de pessoa jurídica de natureza própria, além da autorização da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (DIOPE) e Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos (DIPRO) são alguns passos básicos.
Porém, é importante também encontrar outros profissionais que façam parte dessa aliança e que tenham as mesmas missões e valores. O principal conceito de cooperativismo é trabalhar em união e fazer uma troca de qualidade para oferecer algum serviço. Portanto, busque um local que realmente vá engrandecer a sua carreira na área da saúde.
Conclusão
Para você que chegou até aqui, entendemos juntos o que é uma cooperativa médica e como ela funciona no mercado brasileiro. É importante estar atento à Lei que envolve as normas de trabalho dessa modalidade e sempre ficar de olho em possíveis atualizações nos incisos.
Para você que curtiu o assunto e quer saber mais, continue no blog da Healthchess e fique por dentro de tudo que acontece na gestão da área médica!