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O que pode salvar negócios de saúde em um mundo pós-2020

O que pode salvar negócios de saúde em um mundo pós-2020

O ano de 2020 mudou sem sombra de dúvidas a forma com a qual o setor da saúde atua, a pergunta que fica é: Como será o futuro? E estamos preparados para ele?

Não há sombra de dúvidas que este ano de 2020 marcou a sociedade como um todo, seja pelos seus lados mais trágicos, como as consequências da pandemia, ou também pelos mais horizontais, como fatores financeiros e rotinas remodeladas. Entretanto, o papel do projeto “Efeito 2020” não é apenas discutir sobre como este ano trouxe e traz consequências a nossa sociedade, mas também para buscar previsões e possíveis soluções para lidar com tudo isso no futuro.

De fato, é impossível prever o futuro, porém podemos entender quais principais fraquezas foram colocadas em prova este ano e criar formas de preveni-las a curto, médio e longo prazo. Sendo assim, entrevistamos nossos clientes para tentar identificar quais são estas fraquezas e como os mesmos estão lidando com elas.

Dr. Felipe Borges alerta que, devido à necessidade que tivemos, de adiar ou não priorizar procedimentos eletivos, decisões como essas podem influenciar em um grande crescimento no número de trabalhos pós 2020. Além disso, o mesmo ainda reforça o quanto pode ser prejudicial, tendo em vista os insumos e a qualidade da jornada de trabalho dos médicos anestesistas.

Tal fenômeno iria de confronto com a realidade que estamos vivendo, pois como já relatou o primeiro conteúdo do projeto 2020, há uma grande ociosidade e impotência dos anestesiologistas. Tal mudança, que seria sem dúvidas abrupta e radical, ocorrendo em espaços pequenos de tempo, as rotinas destes profissionais. De qualquer forma, precisamos também colocar em discussão que, por mais que seja um fenômeno adverso, será de grande valia, tendo em vista que a maior parte dos médicos anestesistas recebem por procedimento, sendo assim, um índice de aumento quanto ao fluxo de entrada em caixa.

Outro ponto que não pode ser deixado de fora da discussão é a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que foi instaurada e vem sendo fortemente debatida e cobrada pelas autoridades. Tal conceito compreende que toda informação, de qualquer usuário, deve manter-se privada e protegida, e não deve ser utilizada para fins que não os permitidos pelo originário.

Isto se aplicou de forma muito efetiva no setor da saúde, que por sua vez, não somente armazena milhares de dados anualmente, como também é responsável pelas informações sigilosas e sensíveis de seus pacientes. Lembramos que a LGPD não é apenas um conjuntos de regras que se aplicam apenas à empresas de tecnologia, mas a toda cultura organizacional, fazendo com que seja um assunto que deva ser tratado horizontalmente, e não direcionado a um setor somente.

É pertinente observar o surgimento da LGPD, bem no cenário em que estamos e entender que ela muito influencia como iremos nos estruturar no futuro, dado o fato de que busca cobrar de uma forma mais efetiva a maneira com a qual fazemos a gestão das informações que transitam entre hospitais, clínicas e consultórios.

Voltando isto para nosso assunto chave deste conteúdo, entendemos que a tecnologia está se transformando, antes uma ferramenta possibilitadora, para então uma ferramenta fundamental para todos os negócios, em específico no ramo da saúde. Logo, percebemos que indiferentemente dos direcionamentos futuros, as empresas que desejarem estar ainda instauradas no mercado, terão de se adaptar a uma realidade em que ter sistemas tecnológicos inteligentes, gestão de informação e controle de dados serão pré-requisitos para a sobrevivência empresarial.

Dr. Nasciutti compreende que profissionais médicos, muitas vezes não sabem lidar com determinadas situações, pois boa parte do conhecimento destes está ligado diretamente a sua área de atuação, e não para áreas especificas, como a de gestão. Acreditamos que isto pode refletir diretamente, não apenas no sucesso individual dos negócios, mas em uma possível recuperação pós 2020, ou então uma dificuldade neste processo.

Quando tratamos de preparo de empresas para situações de crise, compreendemos certa deficiência. Isto é reafirmado pela fala do Dr. Alberto Carísio Nasciutti, que entende um possível surgimento de um protagonismo por meio de empresas médicas que já fazem a gestão de dados e que se organizam de forma estratégica sobre eles: “a grande maioria das empresas da área médica, eu entendo como não preparadas para o aspecto de governança corporativa, então sim, nós vamos assistir uma avalanche agora”.

Podemos concluir que há sem dúvidas diversos desfalques na gestão de negócios médicos no que tange a gestão de dados. De toda forma, este problema vem impulsionando movimentos tecnológicos como o gerenciamento digital das informações. E ainda assim, podemos supôr um grande fator decisório para a recuperação de clínicas, grupos e hospitais em um cenário pós 2020, como a busca pelo cuidado efetivo na gestão empresarial e a instauração da tecnologia para guiar decisões assertivas e estratégicas.

E o que podemos ver disto? Cremos que um futuro com alguns “espinhos” e “obstáculos”, porém, sem sombra de dúvidas, vemos também esperança, que de uma forma ou de outra, iremos sair deste momento tão complexo e delicado, mais fortes, preparados e conectados.

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